O título veio em boa hora. É preciso praticar a catarse enquanto é tempo....
O pai da Laura morreu no “dia dos mortos” e pensei: que dia mais propício (“adequado”, diria meu pai) pra se morrer! Só podia ser um sábio budista: morrer no dia de finados...
Quarenta e oito horas depois almoço com um amigo querido e damos muitas risadas que são interrompidas pela notícia fúnebre: outro que morreu. Não foi de morte matada nem de morte morrida: apenas desistiu. A notícia veio pelo novo smartphone que ainda nem sei usar porque não leio manuais (essa é uma das minhas leis).
Consigo (sei lá como) participar de uma reunião de trabalho. Ensaio relatórios e e-mails. Troco risadas eletrônicas no escritório, espaço onde a subjetividade não é percebida. Melhor assim.
Tento explicar o inexplicável. Durmo. Acordo. Viajo. Na Av. Paulista tudo é rotina, inclusive o desconforto.
Há altos e baixos, movimento típico de bebê que ainda não existe completamente fora da barriga da mãe (pode ser fome, pode ser sede, pode ser falta, pode ser...). Os altos ficam por conta das boas companhias e os baixos, das más.
Hoje lembro da “Desistência”. O título soa quase místico. Preciso saber do que se trata. Decido ir (não há outra “decisão” possível...). Talvez seja minha catarse da semana.
Ou talvez a catarse seja amanhã (que fecha o ciclo dos sete dias), quando finalmente estarei frente a frente com aquele com quem meu desistente desejava me unir com tanta convicção! Como se fosse sua última tarefa. Nosso encontro é, sem dúvida, uma homenagem a ele. Será nossa Cerimônia do Adeus particular.
O pai da Laura morreu no “dia dos mortos” e pensei: que dia mais propício (“adequado”, diria meu pai) pra se morrer! Só podia ser um sábio budista: morrer no dia de finados...
Quarenta e oito horas depois almoço com um amigo querido e damos muitas risadas que são interrompidas pela notícia fúnebre: outro que morreu. Não foi de morte matada nem de morte morrida: apenas desistiu. A notícia veio pelo novo smartphone que ainda nem sei usar porque não leio manuais (essa é uma das minhas leis).
Consigo (sei lá como) participar de uma reunião de trabalho. Ensaio relatórios e e-mails. Troco risadas eletrônicas no escritório, espaço onde a subjetividade não é percebida. Melhor assim.
Tento explicar o inexplicável. Durmo. Acordo. Viajo. Na Av. Paulista tudo é rotina, inclusive o desconforto.
Há altos e baixos, movimento típico de bebê que ainda não existe completamente fora da barriga da mãe (pode ser fome, pode ser sede, pode ser falta, pode ser...). Os altos ficam por conta das boas companhias e os baixos, das más.
Hoje lembro da “Desistência”. O título soa quase místico. Preciso saber do que se trata. Decido ir (não há outra “decisão” possível...). Talvez seja minha catarse da semana.
Ou talvez a catarse seja amanhã (que fecha o ciclo dos sete dias), quando finalmente estarei frente a frente com aquele com quem meu desistente desejava me unir com tanta convicção! Como se fosse sua última tarefa. Nosso encontro é, sem dúvida, uma homenagem a ele. Será nossa Cerimônia do Adeus particular.

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